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Abertura: Abayomi Afrobeat Orquestra
Festa: Makula
O Afrobeat esta em alta. De repente, um ritmo que já existe há anos resolveu despontar na noite carioca colocando no alto dos “charts sociais” nomes como Fela, Femi Kuti e o mestre Tony Allen.
Nascido em lagos na Nigéria, Tony aprendeu a tocar bateria ouvindo os mestres do jazz americano como Art Blakey e Max Roach.
Com vinte anos, Allen já era um profissional tocando jazz e highlife na noite.
Numa época em que músicos eram vistos como mendigos no seu país de origem, Tony resgatou a dignidade da sua classe viajando pelo mundo a bordo de seu talento.
Apesar de seu virtuosismo como instrumentista, Tony é conhecido por ter criado junto com Fela Kuti o afrobeat.
Ao injetar o suingue de James Brown no som africano, ele revolucionou a black music, criando um estilo que por seu caráter inovador, contagiante e político, virou uma força sem igual no cenário musical mundial.
O lema do Afrobeat era “uma ideia, uma canção” ou seja, eles resolveram simplificar o jazz, pegando aquele intricado universo sonoro e criando células rítmicas únicas. E sem a inventividade percussiva de Allen, isso jamais seria possível.
Ao criar o combo África 70, eles começaram a promover o Afrobeat mundialmente. Logo o estilo ficou tao famoso quantos outros originários da África como a Juju music e o highlife, que deu origem a hits como Alagados, dos Paralamas por exemplo.
Eles ficaram juntos por quinze anos, criando clássicos do Afrobeat como “Expensive Shit” “Yellow Fever” e “Zombie”. Em 75, Allen fez seu primeiro disco solo, “Jealousy”. Devido ao sucesso mundial, ele mudou-se para a Londres e logo para Paris, onde vive ate hoje.
Em 1980 o mundo novamente voltou as atenções para a musica africana e Allen fez uma vitoriosa tour com King Sunny Ade. Nos anos 90, uma outra geração redescobriu o Afrobeat e Tony colaborou com artistas como Randy Weston, Gorrve Armada, Air, Charlote Gainsbourg e Grace Jones. Nos anos seguintes, ele formou uma poderosa aliança com Dalmon Albarn líder do Blur e do Gorillaz, formando em 2007 o combo “The good, The bad and the Queen” ao lado de Paul Simon, ex baixista do The Clash. Com a morte de Fela Kuti, Allen tornou-se o principal nome do Afrobeat no mundo e vem ao Rio pela primeira vez justamente quando o estilo experimenta um novo auge.
Para completar a noite, convidamos o afrobeat revisitado pela ótica brazuca do Abayomi Afrobeat Orquestra.
Formado por 13 musicos, eles foram responsáveis por promover esse ritmo na noite carioca, com shows memoráveis sob a lona.
E antes e depois dos shows, os DJs da festa Makula selecionam o melhor da musica africana em todos os tempos.
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