O Circo
O velho Circo Voador reabriu suas portas totalmente reformado, e abriga eventos de grande porte na Lapa.
Grandes nomes da música popular brasileira já passaram pelo palco do Circo desde sua reinauguração.
Histórico
O Circo Voador é um daqueles raros espaços que atingiram o status de lenda viva.
Mais do que simplesmente realizar shows, o Circo fomentou e abrigou sob a sua lona alguns dos mais significativos movimentos pop dos últimos 21 anos neste país.
Os holofotes se voltaram para a lona quando, em 82, germinava a semente do Rock Brasil, trazendo a Blitz, o Barão Vermelho, os Paralamas do Sucesso entre outros tantos influentes nomes dos anos 80.
Ao amplificar a cena roqueira para o resto do país, o Circo Voador se tornou passagem obrigatória, fazendo despontar nomes hoje consagrados.
Cidade Negra, Lenine, Raimundos, O Rappa, Sepultura, Planet Hemp e Skank entre os grupos usaram a lona como trampolim para o sucesso.
O Circo também consagrou a tradicional Domingueira Voadora, uma gafieira por onde passaram orquestras como a Tabajara, Cuba Libre, Tupy, o Maestro Paulo Moura e lançou nomes como Carlinhos de Jesus, Jayme Arôcha e Déborah Colker.
Ainda sob a lona voadora surgiu o movimento do Novo Circo como a Intrépida Trupe, o Teatro de Anônimos, o Atrupelados e os Irmãos Brothers, fazendo intercâmbio com o Cirque de Soleil do Canadá e Escolas de Circo da França, Rússia, Argentina e Itália.
Assim como investiu na renovação e resgate da cultura brasileira, o Circo Voador também conquistou aquela que talvez seja sua maior riqueza: o capital social.
Com isso, nos tornamos referência não só no Brasil, como no exterior, por conta de projetos como a cooperativa de costureiras Coopa Roca e a Creche a Apareche.
Tudo isso fez com que o Circo Voador, mesmo durante seu recente período de inatividade, fosse sempre lembrado e se mantivesse vivo na mídia.
Durante os anos de silêncio, nenhum espaço físico surgiu como alternativa para shows de médio porte ou vitrine artística para o resto do país.
Mais do que tudo, não houve como sanar o vácuo deixado no coração da cidade por aquela estrutura simples, porém consagrada.
Por isso, o Rio de Janeiro pediu, o Circo está de volta. Com uma nova e moderna estrutura, novas cabeças, nova identidade visual, mas com a atitude, o espírito e a postura despojada e inovadora do único e legendário Circo Voador.
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